Aterro elimina risco de desabamento de linha férrea
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quinta-feira, 15 de janeiro de 1998
Marcos Zanatta 
Marcos NegriniConsertoO aterro vai evitar que a escavação do túnel desloque a linha férrea, que passa ao ladoO risco de desabamento da linha férrea e de parte da calçada da avenida Pedro Taques obrigou a Prefeitura de Maringá a aterrar parte do viaduto ferroviário do Novo Centro. A obra está paralisada há cerca de cinco meses e vinha sofrendo um processo de erosão com o excesso de chuvas entre outubro e dezembro passado. Toda água que descia pela avenida estava escorrendo para dentro do túnel pelos dois lados do aterro de contensão. Em um dos lados, onde está a linha férrea, a terra cedeu em um trecho de aproximadamente dois metros até próximo aos trilhos.
A Urbamar, empresa responsável pela urbanização do Novo Centro de Maringá, foi obrigada a paralisar a obra por falta de recursos. No trecho atingido pela chuva, o túnel foi cavado apenas para a construção do viaduto. A empreiteira contratada pelo município aguardava a liberação de mais recursos para executar as cortinas de contenção das laterais do túnel. Sem as cortinas a escavação poderia comprometer os trilhos, o que acabou ocorrendo com o excesso de chuvas.
Segundo o diretor do Serviços de Obras e Pavimentação (Saop), Ivo de Barros, cerca de quatro metros do túnel foi aterrado no trecho comprometido. Nas áreas mais comprometidas com as voçorocas os tratores refizeram os barrancos. Barros garantiu à Folha que a movimentação de terras no local eliminou o risco que existia para a linha férrea e adiantou que agora serão refeitas as calçadas destruídas pela chuva. O risco de acidentes com pedestres ou com o trem foram eliminados, disse.
Outro problema do viaduto é o represamento da água das chuvas. A área rebaixada, onde será instada a linha férrea, fica totalmente submersa por um trecho superior a 100 metros de extensão. O local é utilizado por crianças que moram nos bairros próximos, que enfrentam o perigo e nadam na água suja nos dias mais quentes.
O Saop já fez o serviço de recalque da água várias vezes nas últimas semanas, mas a bomba utilizada não consegue esgotar todo o trecho inundado. A solução seria a conclusão da obra, diz o engenheiro Eduardo Sakae, chefe do setor de pavimentação e galerias do Saop.
O presidente da Urbamar, Adriano Valente, disse ontem à Folha que no máximo em março as obras do túnel ferroviário serão retomadas. Ele explicou que falta a instalação dos tubulões e vigas no trecho entre as avenidas São Paulo e Pedro Taques, com cerca de 380 metros, e a conclusão do viaduto da avenida Rebouças. Depois é apenas escavar o trecho e instalar os trilhos, que são serviços rápidos, afirmou.


