Aterro é motivo de preocupação
Mauricio Della Barba
De Londrina
Funcionários do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) estão preocupados com um aterro nas proximidades da nascente do Córrego do Tucano, localizado na margem oposta à entrada do Instituto, que fica na Rodovia Celso Garcia Cid (PR-445), zona sul de Londrina. O técnico agrícola José Marques de Lima diz estar preocupado com os riscos ao meio ambiente. Já está chegando próximo das nascentes de minas dágua que ajudam a formar o Tucano, alerta o técnico. Segundo Lima, o material jogado seria lixo e entulho.
A área do aterro é propriedade da Madeireira Curupay, cujo dono é Roger Candotti. O empresário se defende afirmando que o aterro está sendo feito de forma correta e sem prejudicar as nascentes. As minas começam a brotar depois do aterro e formam um brejo. Eu estou respeitando o recuo de 50 metros e a preservação de fundo de vale, conforme manda a lei. Os técnicos já vieram aqui, mas não me informaram nada, explicou Candotti.
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) já está ciente da denúncia feita pelos funcionários do Iapar. Recebemos a denúncia e vamos verificar o que está acontecendo, disse o superintendente do IAP, José Roberto Mazukato.
O proprietário da madeireira Curupay afirma ainda que a água que sai do local onde está o aterro é proveniente do próprio Iapar. A água que sai dali é da rede pluvial, de lá de dentro do Iapar. Acho que isso sim é irregular, afirma Candotti.
O empresário justifica que o aterro está sendo feito para deixar o seu terreno no mesmo nível da rodovia. Quando construíram as marginais, meu terreno ficou em um buraco. Só estou querendo consertar o que fizeram, justifica.





