Cascavel tem um aterro sanitário considerado ‘‘modelo’’ pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). A área, instalada em 1995 a 15 quilômetros ao norte da cidade, tem 138 mil metros quadrados e recebe diariamente 160 toneladas de lixo.
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Orso, Cascavel recebe visitas frequentes de técnicos de outros municípios para conhecer os resultados do aterro. No local é feita a drenagem de líquidos (chorume) para lagoas de tratamento e contenção de gases, separação e disposição apropriada do lixo hospitalar, compactação e monitoramento permanentes. Uma ‘‘cortina verde’’ de árvores contém os ventos que poderiam levar mau cheiro em direção à cidade.
Uma das técnicas empregadas – seguindo experiência de Curitiba – é a de impermeabilização dos taludes do aterro, impedindo a infiltração de chorume no solo. A impermeabilização é feita com uma manta de gelmembrana, uma espécie de lona revestida com feltro. O lixo domiciliar vai para valas com 6 metros de profundidade, cobertas com terra compactada. O lixo hospitalar é tratado em valas sépticas, com produtos para absorção de líquidos e eliminação de vetores que podem espalhar doenças.

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