Aterro deve ser recuperado, diz promotora
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terça-feira, 13 de outubro de 1998
Osmani Costa 
A promotora de Defesa do Meio Ambiente de Londrina, Maria Lúcia Reichenbach, pretende se reunir com secretários municipais até o final desta semana, para solicitar que a Prefeitura elabore e execute um projeto de recuperação ambiental para o aterro do lago Igapó 2, no Jardim Maringá (área central da cidade).
Esta decisão foi anunciada pela promotora na tarde de ontem, quando recebeu em seu gabinete no Fórum a entrega do parecer técnico realizado por uma comissão de sete professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), sobre as possibilidades de revitalização e ocupação do aterro, uma área de aproximadamente 80 mil metros quadrados e avaliada em cerca de R$ 3 milhões.
O pedido do parecer foi feito pela promotoria, em setembro, depois que a Câmara aprovou projeto de lei do Executivo abrindo a possibilidade de doação da área à iniciativa privada para a construção de um centro de lazer e turismo. O parecer da comissão da UEL, que foi coordenada pelo engenheiro agrônomo Efraim Rodrigues, descarta completamente a possibilidade da edificação de obras civis no local.
Segundo o estudo, o local prossegue sendo a parte mais baixa do fundo de vale mesmo depois do aterramento, ocorrido na década de 80, o que de acordo com o Plano Diretor do município e com outras leis federais mantém a área como de preservação ambiental permanente. Construir um centro de lazer e turismo é uma ótima idéia do Executivo. Mas ele não pode e nem deve ser construído no aterro do Igapó ou em qualquer outro fundo de vale. Os empresários interessados no empreendimento devem encontrar uma outra área para a construção, afirma Maria Lúcia Reichenbach. A promotora recebe hoje um outro laudo técnico sobre o mesmo assunto, elaborado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).


