A Prefeitura de Rolândia (25 km a oeste de Londrina) garante que o aterro sanitário do município, praticamente pronto há quase um ano, deve entrar em operação dentro de dois meses, segundo previsão da secretária municipal de Meio Ambiente e Turismo, Vera Crespim. Estão sendo investidos, segundo a prefeitura, R$ 300 mil para viabilizar o funcionamento.
O dinheiro está sendo gasto com compra de maquinário – esteira, trator-esteira, balança e prensa – e, em breve, começarão as obras de ampliação do galpão onde funcionará a recicladora, futuro local de trabalho dos carrinheiros e garimpeiros de lixo da cidade. Outra medida é a entrada em vigor da coleta seletiva de lixo, prevista para o dia 31 deste mês.
A operação do aterro foi apontada pelas últimas administrações municipais como a solução de um dos maiores problemas ambientais do município. O atual lixão, onde são depositados 25 toneladas diárias de lixo doméstico, está em uma área dentro dos limites do perímetro urbano e já foi alvo de protestos de moradores vizinhos. Desde abril, começou a ser implementado o projeto de saneamento da área, que continua a receber os resíduos, que, no entanto, estão sendo compactados e têm o chorume drenado. A promessa da atual administração é transformar até o final do ano o lixão uma área verde de lazer.
Desde quando começou a construção do aterro – início do ano passado, no Km 8 da PR-170 – a obra provocou reação negativa nos proprietários rurais vizinhos, entre eles o presidente da ONG Movimento Nossa Terra, Daniel Steidle. Eles transformaram as críticas ao aterro na principal bandeira da ONG e ontem voltaram a visitar o local. Acrescentaram alguns novos itens às antigas queixas – em geral apontando inadequações no sistema de proteção ao lençol freático. Segundo Steidle, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) teria se oferecido para monitorar a qualidade das águas subterrâneas através de um equipamento de alta tecnologia, que dispensa poços de monitoramento, que estão abandonados e são considerados hoje como desnecessários pela prefeitura.
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) – que ainda não autorizou o funcionamento do aterro - estendeu o prazo até 25 de setembro para a prefeitura inaugurar a obra. A secretária municipal de Meio Ambiente disse que os órgãos oficiais controlaram a construção do aterro e concederam aval técnico para seu funcionamento.

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