DivulgaçãoRenovaçãoCom 440 mil metros quadrados, o Aterro começou a funcionar em 1989 e em dois meses terá esgotado sua primeira faseO Aterro Sanitário da Caximba, na região sul de Curitiba, está sendo preparado para receber, por mais sete anos, as 1,7 mil toneladas de lixo produzidas por dia em Curitiba e Região Metropolitana. A prefeitura está iniciando no local várias obras de drenagem e impermeabilização para proteger as nascentes que cortam o terreno e evitar a contaminação do solo. Com 440 mil metros quadrados - o equivalente a 62 campos de futebol -, o Aterro começou a funcionar em 1989 e, dentro de dois meses, terá esgotado sua primeira fase de operação.
Nos últimos oito anos, o complexo recebeu quase de 3,2 milhões de toneladas de lixo, que ocuparam cerca de 30% da área total. Nos próximos sete anos, devem ser depositados no aterro 4,34 milhões de toneladas de lixo. O diretor de Limpeza Pública da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Nelson Xavier, explica que com o andamento do programa ‘‘Lixo que Não é Lixo’’ o tempo de vida últil do aterro poderá ser ampliado em mais quatro anos.
‘‘A participação da população na coleta seletiva é um fator importante para economia de espaço no aterro. Assim, a prefeitura evita a disponibilização de outra área para depositar o lixo’’, complementa. Ele lembra que, nos últimos oito anos, 419 mil toneladas de materiais reaproveitáveis deixaram ser depositadas no local.
Como aconteceu no início da primeira fase de utilização do aterro, a prefeitura está fazendo o desvio das nascentes do Rio Iguaçu que cortam o local. Após esta fase, será impermeabilizada uma nova área dentro do complexo para depositar o lixo. O trabalho é feito com mantas de filme plástico soldadas até alcançar a dimensão do terreno, que é de 150 mil metros quadrados, a 44 metros de profundidade. Além da manta, a área será recoberta por uma densa camada de argila.
As medidas, explica o diretor de Limpeza Pública, oferecem total segurança contra infiltração do chorume produzido pela decomposição do lixo e com poder de poluir 100 vezes maior que o dos esgotos. Nos taludes - muros que envolvem o aterro - será refeito todo o sistema de captação do chorume e de gases, com drenos de brita, manta bidim (uma espécie de peneira que impede que resíduos sólidos cheguem às lagoas de tratamento) e telas aramadas. Para tratar os líquidos coletados, o aterro sanitário dispõe de três lagoas de estabilização que trabalham de forma sincronizada. Cada lagoa tem 35 mil metros quadradados e dois metros de profundidade.
O aterro recebe diariamente cerca de 300 caminhões, com uma média de seis toneladas de resíduos cada um. São levados para o local o lixo coletado nas residências, resíduos industriais não tóxicos, lixo não contaminado de hospitais (restos de alimento, material de escritório), parte dos entulhos de construção e resíduos vegetais. Faz parte da operação diária do aterro sanitário a descarga do lixo, espalhamento, compactação (mistura) e cobertura com terra. Os caminhões descarregam a carga próximo a um barranco. Um trator empurra o material e passa diversas vezes sobre os resíduos, formando um monte bem compactado que é recoberto com terra no final do dia.

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