Atendimento volta ao normal no HC
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sábado, 28 de julho de 2001
Israel ReinsteinDe Curitiba 
O Hospital de Clínicas (HC) de Curitiba, vinculado à Universidade Federal do Paraná (UFPR), atendeu ontem normalmente, mesmo com a greve dos servidores técnico-administrativos da universidade. Após o Ministério Público Federal entrar anteontem com uma ação na Justiça Federal pedindo a punição dos faltosos, nenhum funcionário abandonou seu posto. Com isso, setores essenciais, como a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o Centro Cirúrgico, estavam atendendo sem restrições. Na sexta-feira, a greve paralisou o atendimento nesses setores.
Segundo a assessoria de imprensa do HC, todos os serviços do hospital estavam normalizados. Deoclésio Fernandes, diretor do Sindicato dos Trabalhadores de Educação de 3º Grau Público (Sindistest), disse que a presença dos faltosos não aconteceu por causa da ameaça do Ministério Público. Ele assegurou que os servidores em greve sempre mantiveram os serviços essenciais em funcionamento.
Ontem até o meio-dia, o pedido do Ministério Público Federal não tinha sido julgado pela juíza Flávia Xavier da Silva, da 11ª Vara Federal de Curitiba. No processo é solicitada a retomada das atividades dos serviços essenciais do hospital. Além disso, a procuradora dos Direitos do Cidadão, Antônia Lélia Krueger, também requereu que a direção do HC instaure sindicância contra os funcionários que se recusarem a voltar a trabalhar. Na mesma ação, foi solicitada que a Prefeitura de Curitiba (que é gestora municipal do serviço de saúde da Capital) encontre locais de atendimento, enquanto o serviço não retorna à normalidade.
O hospital está em greve desde a última quarta-feira. Os servidores pedem reposição de 75,48% de perdas salariais dos últimos sete anos, a contratação de pessoal técnico-administrativo, autonomia com democracia na universidade, um plano único de carreira e salários, defesa dos hospitais universitários e fim das discussões sobre a contratação de funcionários pelo regime da CLT.


