Atendimento será normal só na segunda
Da Sucursal
Albari RosaVolta à rotinaDa esquerda para a direita, Faria, Ligocki e Valente, do MEC: visita do ministério para avaliar a verdadeira situação da criseO Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná voltará ao atendimento normal na próxima segunda-feira. O anúncio foi feito ontem pelo reitor José Henrique de Faria. O HC reduziu, há quase um mês, 40% dos atendimentos de emergência. Hoje, o reitor assina com o governo do Estado e com a prefeitura um convênio que garante contribuição permanente aos atendimentos do HC.
O anúncio foi feito na presença do diretor do Departamento de Desenvolvimento do Ensino Superior do Ministério da Educação e do Desporto, José Luiz da Silva Valente. O representante do MEC visita o HC para avaliar a situação de crise e apresentar ao ministro da Educação, Paulo Renato Souza, um parecer para que seja analisada a possibilidade de o ministério assumir uma cota maior na folha de pagamento.
De acordo com o reitor, apenas 52% da folha dos funcionários é paga pelo MEC. Estamos tentando incluir a verba do HC no orçamento para o próximo ano e esse trabalho de avaliação deve ser concluído ainda este mês, afirmou Faria.
A explicação do reitor para a volta da normalidade do atendimento é de que o estoque real de material de uso é maior do que o lançado no sistema informatizado. Isso foi verificado depois de um inventário pormenorizado. Além disso, a nova diretoria conseguiu negociar prazos para o pagamento de fornecedores.
O representante do MEC não garantiu o repasse imediato de verba, mas disse que vai propor uma ação conjunta e definitiva para a solução do equilíbrio financeiro do hospital, disse Valente.
Para o diretor-geral do HC, Antônio Carlos Ligocki, se o ministério assumisse 100% da folha de pagamento, como faz com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, haveria um superávit de R$ 1,8 milhão para ser aplicado em ensino e pesquisa. O diretor defende um tratamento isonômico para os hospitais-escola.
O Hospital de Clínicas da UFPR é responsável por 25% de todos os atendimentos feitos em Curitiba. Com 3,5 mil funcionários, o hospital vinha adiando o pagamento a fornecedores até que há pouco mais de três semanas precisou suspender parte dos atendimentos ambulatoriais.
O Ministério da Educação autorizou um serviço de consultoria através da Fundação Getúlio Vargas para levantar um diagnóstico do hospital. O ministério fez um repasse especial para esta consultoria da ordem de R$ 78 mil e um relatório deverá ser apresentado à reitoria em 17 semanas do começo dos trabalhos.





