Os funcionários do Hospital da Zona Sul estão recebendo desde ontem treinamento para humanizar e agilizar o atendimento na instituição. A meta é reduzir o tempo de espera, através da avaliação do risco de vida e grau de sofrimento de cada paciente. A capacitação envolve desde responsáveis pela recepção até auxiliares, enfermeiros e médicos.
O programa ''Acolhimento com Classificação de Risco'' é baseado em diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). A divisão é por cores e feita da seguinte forma: Risco de vida - Atendimento imediato (Vermelho), Sintomas e Queixas que necessitam atendimento mais rápido possível (Amarelo), Sintomas e queixas - Urgência relativa (Verde) e Consulta sem urgência - Atendimento por ordem de chegada (Azul). Os pacientes encaminhados pelo Siate e Samu têm prioridade.
Para a gerente de enfermagem do HZS, Juranda Maia de Miranda, os pacientes passarão a sentir a diferença no atendimento já a partir de amanhã. Essa classificação existe no hospital desde 2002, só que agora será intensificada. Um médico e enfermeiros serão responsáveis pelo acolhimento dos pacientes.
O hospital faz atualmente 6.500 atendimentos por mês. E está em reforma para ampliar a capacidade. A previsão é que o número de leitos aumente de 41 para cem leitos, além de oito para 30 vagas de observação no pronto-socorro, tanto para clínica médica, cirúrgica e pediátrica. O centro cirúrgico vai aumentar de duas para cinco salas.
''Estamos tomando a primeira iniciativa. Também será preciso que o sistema esteja integrado, com a triagem das unidades básicas de saúde, e contratação de mais funcionários'', afirmou o diretor-geral Orides Pinheiro.
O tempo de espera varia, segundo ele, de 30 minutos a três horas. A instituição conta hoje com 240 funcionários. Com a ampliação concluída, esse número deverá aumentar para 450, nas contas do gerente do hospital.
Para a supervisora de enfermagem Maria Helena Guembarski Flávio, os principais benefícios do novo sistema de avaliação de risco serão a melhoria da capacidade de assistência e a diminuição no tempo de espera.
Porteiro do hospital, Silvano Carlos Calixto resumiu o intuito do projeto. ''Vamos passar a compreender melhor a dor de cada paciente e agilizar o caso dele já que a demanda é muito grande'', declarou.

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