A coordenadora do Centro de Referência a Pessoas em Situação de Rua de Londrina, Mariluce Queiroz dos Santos, informou que são 11 perfis para classificar o morador que está nas ruas, levando em conta a faixa etária, situação da saúde, se buscam trabalho, entre outros itens. Com base nessa classificação, as equipes do Centro de Referência determinam o tipo de abordagem e encaminhamento.
Mariluce destaca que, dependendo das necessidades, a pessoa é encaminhada para algum serviço. Para exemplificar, cita que se ela tem algum problema de saúde que não é grave é levada para algum hospital de referência, como do da Zona Sul, ou a uma unidade de saúde.
''Se for um caso de alcoolismo severo, com risco de convulsão ou de surto psicótico, o serviço aciona o Samu e em alguns casos é solicitado o apoio da Polícia Militar'', relatou a coordenadora. Mesmo assim, enfatizou, se não for desejo do morador de rua, não há como obrigá-lo a receber o atendimento.
A coordenadora do Serviço de Abordagem Social, Lucinéia Ribeiro, informou que se as pessoas aceitam ajuda são encaminhadas aos centros de referência especializado de Assistência Social - Creas 1 (para adultos) e 3 (menores). Ela explicou que a metodologia de trabalho nos dois centros é parecida, mas as crianças e adolescentes, por estarem em uma situação mais vulnerável, recebem um atendimento mais sistemático. ''Eles recebem um acompanhamento por psicólogo e assistente social mais próximo que os dos adultos.''
Ao chegar no centro, funcionários do setor de Serviço Social levantam o histórico e avaliam a pessoa, para saber o que levou a ficar na rua - que pode ser conflito familiar, depressão, separação ou consumo de drogas. ''Eles recebem acompanhamento para melhorar a autoestima e realizam terapias ocupacionais, como oficinas de artesanato, que resgatem habilidades que possam ser usadas em um futuro trabalho. A família é contactada, e se não aceita a pessoa de volta, ela é encaminhada a um abrigo, mas com o compromisso de retornar semanalmente ao Creas para realizar as oficinas'', informou.
O público que mora nas ruas atualmente é composto em 60% por pessoas de fora de Londrina, segundo levantamento da secretaria. Em caso de anuência da pessoa e dos familiares, é fornecida passagem para voltar à cidade de origem. (V.O.)

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