O projeto Abrace um Futuro é destinado a acolhidos acima dos seis anos de idade. Em Londrina, hoje, há 80 pessoas nessa faixa etária vivendo em seis instituições, cinco em Londrina e uma em Tamarana (Região Metropolitana de Londrina). A maior necessidade é conseguir padrinhos para as pessoas com deficiência e adolescentes. Crianças abaixo de seis anos, que têm condições de serem adotadas, não entram no projeto de apadrinhamento a não ser que sejam grupos de irmãos. Desde o início, o projeto encaminhou 42 pessoas interessadas em apadrinhar uma criança ou adolescente, mas nem todos se concretizaram.

Atualmente, há apenas nove acolhidos assistidos pelo apadrinhamento afetivo.
No apadrinhamento de serviços e materiais colaboram com o projeto 20 pessoas físicas e jurídicas e na aprendizagem, sete entidades e empresas. "A maior importância é a criança ter uma convivência em família. E a possibilidade, no caso de (apadrinhamento) material e de aprendizagem, dela ser preparada para ter uma vida adulta independente, com condições de ter uma vida digna, ter um trabalho, um estudo, de ter condições de se manter depois do acolhimento", esclareceu a juíza da 1ª Vara da Infância e Juventude de Londrina, Maria Tereza Gutzlaff Cardoso.

A juíza destaca a importância do apadrinhamento na vida dos acolhidos. "As famílias trazem a afetividade, o amor, a convivência familiar, a possibilidade de modificar a vida de uma criança ou adolescente. Verificamos uma melhora na vida deles. Os padrinhos dão condições para que essa criança ou adolescente seja uma pessoa de bem", ressaltou. "O apadrinhamento afetivo visa minimizar as consequências de uma institucionalização prolongada. (O apadrinhado) vai ter amigos, convivência familiar e é muito importante para o desenvolvimento dele", acrescentou a psicóloga do NAE (Núcleo de Apoio Especializado à Criança e ao Adolescente), Vivian Morete. (S.S.)

Médicos voluntários oferecem consultas e exames

A Unimed Londrina é uma das empresas que cooperam com o projeto Abrace um Futuro. A parceria foi oficializada no final do último mês de março e desde então, os cerca de 200 médicos que fazem parte do Programa Unimed Solidária fornecem consultas gratuitas às crianças e adolescentes de cinco casas de acolhimento de Londrina. A cada mês são 20 consultas, sendo cinco por instituição. Os exames decorrentes dessas consultas são pagos pela Unimed. Além das consultas gratuitas, colaboradores da empresa também participam ministrando palestras sobre assuntos de interesse desse público.

"A gente oportuniza que nossos médicos cooperados e colaboradores exercitem o voluntariado e são crianças e adolescentes que realmente precisam. A gente sabe das dificuldades por conta da espera do SUS (Sistema Único de Saúde) e, às vezes, só a consulta clínica já resolve o problema. Temos um grau de resolutividade grande", disse a especialista em Responsabilidade Social da Unimed, Fabianne Piojetti.

O contrato firmado entre a Vara da Infância e Juventude de Londrina e a Unimed tem duração de um ano e poderá ser renovado. "A gente também faz campanhas de arrecadação de agasalhos e alimentos ao longo do ano para doar às instituições", ressaltou Piojetti.

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