Há cinco meses, o serviço da central de atendimento do 190 é feito por pessoas civis, contratadas por um processo de seleção. Além de deixar o policial militar que antes cumpria esse serviço livre para outros trabalhos, a mudança trouxe uma melhora na recepção e triagem dos telefonemas, já que os novos atendentes fizeram um treinamento específico para a função. Além dos mais de 50 funcionários (todos civis), outros 80 policiais trabalham no setor interno de atendimento de emergência.
O atendimento direto ao 190 é rápido. O atendente recebe a chamada, sempre procurando obter de seu interlocutor o maior número de informações possíveis para facilitar o trabalho dos policiais. ''As pessoas reclamam que a gente pergunta demais e demora para mandar a polícia'', comenta a atendente Andresa Aparecida dos Reis. Mas ela destaca que são esses ''detalhes'' que podem fazer a diferença para o policial na hora de identificar o local ou mesmo pessoas envolvidas no crime. ''Às vezes, a viatura pode passar pelos criminosos e não identificá-los por falta de dados'', alerta.
Ela e os outros atendentes registram em rede todas as informações coletadas, que são repassadas via rádio por um policial militar para a viatura mais próxima à ocorrência. A viatura se desloca então até o local. Muitas vezes há várias chamadas para serem atendidas ao mesmo tempo, e é preciso priorizar as mais graves ou que ainda estão em vias de fato. É quando entra em cena o PM responsável pela supervisão geral, que gerencia toda a central de atendimento, escolhendo qual caso atender primeiro e deslocando várias viaturas para um mesmo local quando necessário, por exemplo. Já os casos mais graves são resolvidos pelo oficial do dia.
De acordo com o tenente Ricardo Eguedis, em dias e horários em que costumam haver mais chamadas, o atendimento tanto na central quanto nas ruas é reforçado (A.I.)

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