O atendimento de emergências pelo telefone 190, da Polícia Militar (PM), poderá ser terceirizado. A proposta foi feita por empresários ligados à Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) ao secretario de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, em reunião realizada ontem na cidade. A convite da deputada Elza Correia (PMDB), o secretário também ouviu, no início da tarde, reclamações de moradores da Zona Rural sobre o aumento da criminalidade.
Segundo o presidente da associação, José Augusto Rapcham, a maior queixa dos empresários é que, a despeito do crescente volume de furtos e assaltos no comércio, a polícia não consegue atender todos os chamados pelo telefone 190. De acordo com o secretário, a dificuldade é causada pelo mau uso que a população faz do telefone.
De 2,8 mil ligações recebidas por dia em Londrina, apenas 110 geram ocorrências. A grande maioria é trote ou pedido de informações. ''Essa demanda prejudica o atendimento das emergências'', afirmou Delazari. Diante do problema, Rapcham sugeriu a terceirização do atendimento. A idéia é que uma equipe de atendentes selecione as ligações, passando aos policiais apenas os casos passíveis de gerarem ocorrências.
O secretário afirmou que a idéia é viável. Ele revelou, ainda, que há um projeto similar prestes a ser posto em prática em Curitiba. ''Só não podemos terceirizar o despacho das viaturas, pois é um trabalho que existe conhecimento técnico.''
Com relação às reclamações de moradores da Zona Rural, já denunciadas pela Folha, Delazari disse que ''o problema é fácil de resolver''. ''O policiamento tem que ser mais ostensivo, com um policial para cada distrito'', afirmou. No início do ano, atendendo solicitação da deputada, ele havia determinado a colocação de motos para agilizar o policiamento nos distritos. A ordem não foi obedecida. ''Vamos punir, administrativamente, quem não cumpriu a determinação.''
O major Altivir Cieslak, sub-comandante do 5º Batalhão da PM, justificou que a utilização das motos ''está sendo equacionada''. Na tentativa de coibir assaltos e outros crimes, a PM realizou anteontem e ontem arrastões na Zona Rual de Londrina e Tamarana. A operação terminaria ontem à noite.
Questionado sobre outras medidas para melhorar a segurança em Londrina, Delazari afirmou que o município está entre as prioridades do governo, ao lado de Curitiba, Região Metropolitana e Foz do Iguaçu. Segundo ele, os investimentos na área são crescentes. Em 2003, o Estado investiu R$ 25 milhões em segurança pública. Ano passado, o valor aumentou para R$ 45 milhões, que proporcionaram a contratação de policiais e compra de viaturas, entre outras melhorias. Para esse ano, o orçamento é de R$ 75 milhões.
Em Londrina, uma das obras previstas é a reforma do prédio da 10 Subdivisão Policial (SDP), que será transformada em uma central integrada de atendimento ao cidadão. O local reunirá serviços das polícias Civil e Militar, institutos Médico Legal e de Criminalística e Departamento de Trânsito.

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