Atendimento ao paciente
é feito em poucos minutos
Um homem entre 25 e 28 anos, sem identificação, é levado pela polícia a uma unidade de saúde de Curitiba. Muito agressivo e agitado, aparentando estar em surto psicótico, ele havia arrancado as roupas e apresentava vários ferimentos.
A unidade acionou a Central de Leitos da região que, imediatamente, checou todos os hospitais psiquiátricos até encontrar uma vaga para o paciente, levado de ambulância até o local. Este atendimento, registrado no computador da Central de Leitos e de Consultas de Curitiba, demorou exatos três minutos.
Emergências são o forte dessas centrais. Todos os dias, a unidade de Curitiba recebe cerca de 100 solicitações de leitos. O trabalho é maior à tarde, com o movimento das altas hospitalares.
Através da rede informatizada, os 30 operadores que trabalham nesta central, localizam vagas segundo a necessidade de hospitalização (leito, UTI, isolamento), características do paciente (faixa etária, sexo) e especialidades médicas (cardiologia, psiquiatria, pediatria etc).
Ao cruzar os dados e acessar as ofertas de todos os hospitais conveniados da Região Metropolitana de Curitiba, a central fica sabendo em poucos minutos se existe leito disponível. Se não houver, ela continuará atendendo ao paciente, procurando garantir uma vaga o mais rápido possível, ou remanejando os casos, segundo a urgência.
No mesmo local, mas com outra estrutura de atendimento, também funciona a Central de Consultas, que marca uma média de 2 mil consultas diariamente.
Nos últimos 30 dias, a grande procura por consultas e leitos têm sido na área de pediatria, em consequência do aumento de casos provocados por viroses, tanto intestinais quanto nas vias aéreas. É a prova de que o inverno está chegando.
‘‘As doenças também têm sazonalidade’’, explica a enfermeira Olga de Castro Deus, coordenadora da Central de Leitos e de Consultas de Curitiba. Nos meses de inverno, a ocorrência maior é de problemas nas vias aéreas, como a pneumonia. No verão, são comuns as gastroenterites, diarréias comuns.
No Carnaval e réveillon, o alcoolismo e os traumas causados por acidentes aumentam bastante a procura por leitos em todo o Estado. Não deve ser muito diferente o panorama da Copa do Mundo, com o agravante do aumento de incidências de queimaduras, provocadas por fogos de artifício.

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