Atendimento à população é prejudicado
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de maio de 2001
Andréa Lombardo De Curitiba 
Apenas 50 viaturas da Polícia Militar estavam circulando em Curitiba ontem à tarde, quando o normal, por turno de trabalho, é de 120 veículos. Nem a assessoria de imprensa do Comando Geral da PM soube informar quantos policiais estavam trabalhando ontem. O que podia se observar é que a adesão dos PMs ao movimento aumentou, consideravelmente, depois do confronto ocorrido pela manhã.
A maior parte das viaturas é da tropa de choque, que tem 250 homens e está cobrindo o desfalque de policiais nas ruas. Com os rádios interceptados, as ocorrências que chegam na central telefônica 190 são repassadas para as viaturas por celular. A PM não tinha também o controle do número de ocorrências dos últimos três dias, desde que se iniciou o movimento.
O problema maior, segundo a PM, é que a tropa de choque também fica sediada no quartel do Comando Geral, onde funciona, anexo, o Centro de Manutenção e Suprimento (CSM). Se as manifestantes não derem condições dos policiais fazerem a troca de turno e abastecer as viaturas, o efetivo da tropa de choque também ficará comprometido, pondo em risco a segurança da população. Se não conseguirmos fazer a troca, o mesmo pessoal continuará na rua, informou o major Betes.
Policiais do setor administrativo, segundo a assessoria, também saíram de seus postos para ajudar no policiamento das ruas, a pé. Além do quartel do Comando Geral, as manifestantes fecharam o 12º, 13º Batalhão e o Regimento da Polícia Montada.
O comandante geral da PM, coronel Gilberto Foltran, afirmou no início da noite de ontem que não acredita ser necessário a intervenção do Exército para garantir a segurança da população.


