Atendimento a gestantes
pode ter ação integrada
Secretários municipais e estaduais de saúde estão participando desde ontem, no Inter Palace Hotel, em Curitiba, do Seminário Nacional de Assistência Obstétrica no Brasil – Desafios e Estratégias para Ação. Segundo a coordenadora da área de saúde da mulher do Ministério da Saúde, Tania Lago, a intenção é discutir e estabelecer uma política nacional que facilite o intercâmbio e a troca de experiência entre os estados. ‘‘Temos diversas experiências interessantes na área de saúde da gestante e atendimento pós-parto em todo o País precisamos conhecer melhor essas experiências’’, afirmou ela. Entre os programas destacados estão o Mãe Curitibana, Ampliação do Acesso ao Parto (Ceará) e o Acompanhamento Pós-Parto (Goiás).
Mas ainda existem algumas preocupações. Segundo os dados do Ministério da Saúde, 14% das mulheres brasileiras não têm qualquer tipo de acompanhamento no período pré-natal. Os casos mais graves são verificados nas zonas rurais das regiões norte e nordeste do País. No Paraná, o índice é de 6%. O secretário de Estado da Saúde, Armando Raggio, acredita que o resultado é fruto de um trabalho iniciado há dez anos com a criação do Comitê de Investigação de Óbitos Maternos.
Os dados nacionais demonstram que 100 mulheres a cada mil partos com crianças nascidas vivas morrem durante ou após o parto. No Paraná, o índice é de 79 mortes para cada mil partos. Em Curitiba, o índice é ainda menor, 31 mortes para cada mil partos com crianças nascidas vivas. ‘‘O índice é um terço melhor do que o restante do País. Isso reflete a qualidade da assistência médica em Curitiba’’, comentou Tania Lago.
Para melhorar a qualidade no atendimento dos hospitais brasileiros, o Ministério da Saúde destinou desde agosto do ano passado até agora, cerca de R$ 100 milhões para adequação física e modernização tecnológica das unidades, treinamento de recursos humanos e implantação de centrais de vagas. No Paraná, os recursos repassados são de R$ 3,8 milhões para o Sistema de Referência de Gestantes de Alto Risco, que conta com 12 hospitais conveniados e 35 em condições de atendimento às gestantes. (L.P.)

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