Basta entrar em uma loja de cosméticos para surgir a dúvida quanto o que levar. Na prateleira de produtos para cabelo, a variação é tamanha que, para acertar na escolha, a enfermeira Sandra Ponciano busca ajuda profissional. ''Sempre quando vou usar um produto novo no cabelo, consulto minha cabeleireira. Para mim, essa é uma garantia de que vou ter o resultado que quero, sem danos'', afirma.
Essa preocupação de Sandra começou quando ela teve uma irritação na pele devido o uso de um produto depilatório. ''Acabei não fazendo a prova antes, não me informei e tive uma reação alérgica'', lembra. Hoje, ela diz que antes de experimentar um novo produto, conversa com vendedoras e amigas, mas confessa ser muito atraída pela embalagem. E, por isso, Sandra esquece de um detalhe primordial: ler o rótulo.
Essa prática, na realidade, é esquecida por muitos brasileiros que movimentam o mercado de cosméticos e torna o setor um dos mais crescentes a cada ano. Uma pesquisa realizada pela Euromonitor em 2010, publicada pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), revela que o Brasil ocupa a 3 posição no mercado mundial.
De 1996 até 2010, a indústria brasileira de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos apresentou um crescimento significativo nas vendas. De R$ 4,9 bilhões saltou para R$ 27,3 bi. Isso, segundo a Abihpec, se deve à participação efetiva da mulher no mercado de trabalho, o uso de tecnologia de ponta e consequentemente o aumento da produtividade, o lançamento de novos produtos e o aumento da expectativa de vida dos brasileiros.
Tudo isso reforça ainda mais a necessidade de se estar atento na hora de comprar produtos de beleza e higiene. É necessário ter o hábito de ler o rótulo, buscando informações sobre uso, indicações e o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Ministério da Saúde.
A musicista Rose Taques de Oliveira frequenta uma loja de cosméticos em Londrina pelo menos uma vez ao mês. Diante de tanta variedade, ela prefere optar pelas marcas conhecidas, mas mesmo assim garante tomar alguns cuidados. ''Sempre verifico a data de validade e quando é possível provar, sempre testo na pele, principalmente se o produto que vou comprar é para meu filho. Acho importante ler as indicações'', ressalta.
A funcionária pública Érica Ávila também confere a data de vencimento do produto, mas confessa não olhar o registro da Anvisa. ''Não fico atenta ao rótulo. Costumo comprar muito pela fragrância. E por sorte, nunca tive nenhum problema, como alergia'', revela.

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