Atenção especial diminui limitação
O preconceito é ainda hoje um dos principais obstáculos que os portadores da síndrome de Down têm de enfrentar. Infelizmente ele existe até dentro das famílias que não aceitam as crianças com a síndrome. Uma criança Down criada com amor e respeito tem mais chances de desenvolver todo seu potencial, afirma a diretora administrativa da APS Down, Aparecida de Jesus Melo Alvares. Uma das propostas da entidade é lutar pela inclusão dos portadores da síndrome nas escolas públicas e particulares, permitindo a sua socialização.
Com este objetivo, diz, a APS-Down está aberta a dar todo apoio e acompanhamento às escolas que aceitarem a inscrição de crianças Down. Ela garante que crianças Down que receberam acompanhamento desde os primeiros mesmes de vida podem perfeitamente se adaptar ao currículo escolar. Já tivemos experiências positivas, comenta. Apesar da boa vontade da entidade, o obstáculo criado pelo preconceito tem resistido e poucas escolas abrem suas portas para crianças Down.
A dona de casa Zilda Alves Bueno, conta que sofreu muito com o preconceito e teve de mendigar uma vaga em muitas escolas, antes de encontrar uma que aceitasse sua filha, hoje com oito anos. Ela explica que as pessoas não conseguem compreender que a Síndrome de Down é um acidente que pode acontecer em qualquer gestação.
Antes o preconceito das pessoas me fazia chorar. Hoje eu respondo os questionamentos à altura sem me perturbar, afirma. Para ela, a criação do Centro de Educação Especial Crescer, da APS-Down, escola especial para as crianças Down de sete a 14 anos, foi uma grande conquista. É uma iniciativa que merece todo o apoio da comunidade , defende.





