Até programa
do Copati foi
prejudicado
A falta de um sistema organizado de coleta e comercialização de materiais recicláveis pode comprometer também programas oficiais, apoiados pela população, empresas e governos. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o projeto ‘‘Reciclar na Escola’’, lançado há cerca de seis anos pelo Consórcio Intermunicipal Para Proteção Ambiental da Bacia do Rio Tibagi (Copati).
O projeto – que previa estimular escolas a reciclar resíduos como fonte de renda alternativa – durou apenas três anos e teve que ser encerrado.
Segundo o secretário executivo da entidade, Marcelo Mafra, o projeto ficou comprometido pelo custo e pela desorganização da coleta. ‘‘O que se recebia pelo material não compensava o custo de seleção e armazenagem. Outro problema sério é que as empresas que compravam estes resíduos às vezes nem apareciam para buscá-lo, o que acabava criando grandes problemas para as escolas’’, explicou.
Segundo Mafra, o principal problema no processo de reciclagem – na atual fase – é que ele ainda está sendo feito de forma artesanal, enquanto o processo de produção industrial está cada vez eficiente e rápido.
Apostando nesta expectativa, o secretário adianta que o Copati está desenvolvendo parcerias com a Coca-Cola e a Tetra-Pak para um novo projeto de reciclagem nas escolas, a ser lançado no próximo ano. (T.E)

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