O prefeito Nedson Micheletti (PT) foi uma das pessoas barradas no acesso à Casa de Custódia de Londrina. ''Cheguei aqui (perto da barreira policial) pouco antes das 11 horas e não pude passar'', disse o prefeito, que estava acompanhado do secretário da Fazenda, Paulo Bernardo. ''Agora vou voltar para a prefeitura e trabalhar, que eu ganho mais.''

Por volta das 11h45, um carro do governo foi buscar o prefeito na barreira policial, a cerca de dois quilômetros da Casa de Custódia. Nedson, porém, recusou a carona, alegando que a cerimônia deveria estar no final. ''Vou ter que saber (sobre a inauguração) amanhã, pela agência oficial do Estado'', brincou Bernardo. Alguns minutos depois, os dois foram embora.

A promotora da Vara da Infância e Juventude, Edina Maria de Paula, e os vereadores Sidney de Souza (PTB), Jamil Janene (PDT), Lourival Germano (PHS) e Márcia Lopes (PT) também foram barrados. ''Falaram para irmos por um caminho alternativo, mas não encontramos a estrada e voltamos'', disse Jamil.

O pedetista criticou o aparato policial montado para que Lerner evitasse os manifestantes. ''Quem passa vergonha não são os grevistas, mas o governador, que tem de vir pelo alto (de helicóptero) porque de carro não consegue mais chegar'', afirmou.

Questionado pelos jornalistas sobre os convidades barrados, Lerner respondeu: ''Se ele foi retido lá, não é problema da solenidade.'' O governador fez questão de dizer que o relacionamento com todos os prefeitos do Paraná ''é muito bom''.

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