Até adversários elogiam e adotam o novo sistema
O prazo médio de entrega das casas do programa é de 120 dias, mas tem sido superado regularmente: já foram registrados recordes de 38 dias em Ibiporã, 25 dias em Cascavel e 20 dias em Maringá. O índice de inadimplência não ultrapassa os 3%. Tudo isso e mais o milagre do emprego rápido garantiram ao Casa Feliz a adesão de muitos prefeitos do Paraná, até mesmo os de oposição, que desconfiavam do programa.
Élcio Garcia, ex-prefeito de Terra Boa e fiel militante do PMDB, mudou de opinião. Eu tenho que reconhecer, a Cohapar tinha razão. Hoje em dia o pessoal trabalha animado nas obras. Eu achava que não precisava, não devia mudar as casas; mas vi que permitindo ao morador fazer do seu jeito, não precisa demolir nada depois. Também achava que o dinheiro não ia dar - deu e criou emprego na cidade, o comércio vendeu mais.
Ex-prefeito de Medianeira, Antônio Baú, também do PMDB, é outro que reviu sua opinião. Segundo ele, a vontade dos moradores de fazer as casas esbarrava na burocracia do antigo programa: O repasse direto do financiamento, sem a presença de intermediários, é a melhor resposta para a habitação popular. Outros exemplos do novo programa na minha região evidenciaram esta realidade e me convenceram. Em Medianeira o programa estava com 34 meses de andamento e 60% do cronograma físico executado pelo sistema de mutirão do governo passado. A pedido do próprio prefeito a obra foi convertida para a autogestão, e em dois meses os restantes 40% foram executados pelo atual programa.
Para o secretário Rafael Dely, esses testemunhas e a satisfação das famílias beneficiadas pelo Casa Feliz comprovam a eficácia da política de habitação seguida agora.
O programa é um sucesso absoluto em todos os municípios em que está sendo aplicado. E quando o prefeito, independentemente de partido político, passou pela experiência de construir casa popular pelo antigo sistema e depois experimentou o novo, o entusiasmo pela autogestão é total, comemora Rafael Dely.





