Ataques de abelhas a humanos este ano já passam de 300 no PR
Curitiba
Arquivo FolhaFarturaAumento da oferta de pólen e néctar antes da primavera estimulou abelhas a procriaremA alta proliferação de abelhas nos últimos meses tem ocasionado um maior número de ataques desses insetos às pessoas em várias regiões do Paraná. Segundo dados da Associação Paranaense dos Apicultores, somente neste ano ocorreram cerca de 300 ataques.
Nesse final de semana, um assaltante que fugia da polícia em Campo Magro (região metropolitana de Curitiba) morreu com as picadas. Em Guaratuba, no litoral, um grupo de banhistas também foi atacado pelos insetos.
Nesse ano não tivemos inverno. Com isso, as abelhas puderam se alimentar de pólen e néctar antes da primavera. E, ao contrário dos seres humanos, as abelhas só fazem filho quando têm alimento, explica o administrador da Associação Paranaense dos Apicultores, Sebastião Ramos Gonzaga.
Ele observa que a reprodução deve prosseguir em altos níveis até fevereiro do próximo ano. Segundo o administrador, a maioria dos ataques é feita por abelhas africanas, trazidas ao Brasil em 1956 e consideradas mais agressivas que as outras variedades. Elas também se reproduzem mais vezes durante o ano - soltam até oito enxames, enquanto as outras soltam de um a dois.
Em casos de ataque, os apicultores recomendam que a pessoa tente se esconder em um canto escuro ou se atirar na água (lagoa ou piscina). Outra alternativa, se houver tempo e condições, é fazer fogo e utilizar a fumaça para espantar os insetos. Se nada disso puder resolver o problema, é melhor a pessoa começar a correr, de preferência em ziguezague e em uma região cercada por árvores.
Sebastião Gonzaga lembra que as abelhas só atacam quando se sentem ameaçadas. Ele alerta que não é indicado retirar enxames sem equipamentos e roupas de proteção. Ele observa também que é melhor entrar em contato com as abelhas durante a noite, quando elas geralmente não voam (apenas andam).
Um grande número de picadas pode provocar o fechamento da glote da pessoa atacada, impedindo a passagem do ar pela garganta e podendo levar à morte por asfixia. Pessoas alérgicas também podem morrer por choque anafilático. Em caso de ataque, o melhor é procurar um médico. Outras informações sobre abelhas podem ser obtidas na Associação Paranaense de Apicultores, pelo fone 256-0504.





