PONTA GROSSA - Nos Campos Gerais a morte de ovelhas por animais silvestres é comum e considerada normal pelos ovinocultores da região. Em Ponta Grossa, os prejuízos causados por animais predadores, como a suçuarana, também conhecida por leãozinho da cara-suja ou puma, já fez com que produtores desistissem da criação de ovinos.
Ademar Colturato, veterinário do núcleo da Emater em Ponta Grossa, explica que os rebanhos criados a céu aberto, em regime extensivo, são os que mais sofrem com a ação dos predadores, devido à facilidade que eles encontram para atacar suas presas. Quando a criação é feita em sistema de confinamento, os ataques também acontecem, mas com menor frequência.
Ricardo Johansen, que já foi criador de ovinos e trabalhou por quatro anos na Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária, conta que um ovinocultor de Ponta Grossa deixou de criar ovelhas porque vinha acumulando prejuízos com o ataque de animais predadores. ‘‘Esse produtor chegou a perder 60 carneiros em apenas uma noite’’, disse Johansen. Segundo ele, uma suçuarana entrou no curral onde as ovelhas passavam a noite e matou dezenas de animais.
Johansen explica que esses predadores aparecem com mais frequência em propriedades localizadas às margens de áreas de reflorestamento e de mata densa. Ele disse, que na medida em que as áreas de preservação e reflorestamento estão aumentando, o número de animais também vem crescendo. Em Ponta Grossa esses animais são encontrados principalmente na região do Distrito de Itaiacoca, formada por cânions e florestas nativas. (G.F.)

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