Funcionários do Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura de Maringá estão preocupados com formigueiros encontrados na parte externa da Capela Santa Cruz, primeiro templo urbano da cidade, que foi totalmente restaurado em 1990 e tombado pelo município em 91. Ainda não foi identificada a espécie de formigas, mas já se sabe que elas estão atacando a madeira da fundação da capela.
De acordo com a coordenadora do Patrimônio Histórico Municipal, Sueli Gomes Gonçalves, a ação das formigas ainda não comprometeu a estrutura da igreja. ‘‘Está tudo inteiro e não tem nada oco, mas já pedimos um estudo para identificar a espécie das formigas e a melhor forma para dizimá-las’’, disse. Segundo ela, os formigueiros foram identificados recentemente, mas em alguns locais a calçada em torno da capela começa a ceder. ‘‘O que preocupa é a ação constante das formigas. É um trabalho de formiguinha como diz o ditado, mas que pode trazer consequências graves’’, afirma.
O estudo solicitado pelo Patrimônio Histórico ainda não foi realizado. De acordo com o diretor de Cultura, João Laércio Lopes Leal, técnicos da Secretaria de Cultura e Meio Ambiente estão analisando a possibilidade do estudo ser feito pelo próprio município ou por uma empresa terceirizada.
A ação das formigas não é o único problema que atinge a capela. Segundo Sueli, o uso indiscriminado do templo também pode prejudicar a restauração feita há 11 anos. Ela ajudou a elaborar o regulamento para o uso da capela, aprovado em 1990 e que proíbe a celebração de missas diárias, realização de casamento, batismo e outras celebrações católicas, a fim de evitar o desgaste da estrutura. Segundo Sueli, um acordo verbal ocorrido há três anos entre o ex-prefeito Jairo Gianoto e a Mitra Diocesana permitiu a realização de casamentos, batizados e missas diárias na capela. As missas são celebradas pelo padre Andrvey Krzyzalowski, que não foi localizado ontem pela Folha.
A Capela Santa Cruz foi construída em regime de mutirão pelos pioneiros de Maringá e inaugurada em 1946. Na época, o templo ficava a mais de 10 quilômetros do núcleo urbano e, durante cinco anos, foi o único da cidade. Só em 1951 foi construída a igreja da Santíssima Trindade, na Paróquia Nossa Senhora da Glória.

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