Astrônomos do Paraná se reúnem em Londrina
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sábado, 10 de setembro de 2005
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Uma odisséia pelos cometas, o vôo do primeiro astronauta brasileiro, a existência de vida fora da terra, a ficção científica e a astronomia. Temas fascinantes para os amantes das estrelas, que estão reunidos em Londrina este fim de semana para trocar experiências e observar o céu do Norte paranaense.
Além de palestras, os participantes da segunda edição do Encontro Paranaense de Astronomia podem apreciar uma exposição de telescópios e participar do primeiro concurso de fotoastrologia. ''O objetivo principal do evento é promover a integração dos grupos profissionais e amadores de todo o Paraná para divulgar a astronomia'', informa o astrônomo amador Maurício José Kaczmarech, de Ponta Grossa. Ele conta que o primeiro encontro ocorrido em Ponta Grossa, no ano passado, reuniu cerca de 80 pessoas. ''O evento esteve voltado para o público amador e discutiu o ensino da observação celeste e o uso dos equipamentos'', recorda.
Este ano, ressalta o coordenador Miguel Moreno, do Grupo de Estudo e Divulgação de Astronomia de Londrina (Gedal), a idéia é reunir o maior número de temas possíveis, com abordagens diferenciadas, para satisfazer a curiosidade de todos os participantes.
Segundo Kaczmarech, o Paraná conta hoje com três observatórios, em Curitiba, União da Vitória e Ponta Grossa, sendo este último o mais antigo do Paraná, fundado em 1957. O Estado ainda tem dois planetários construídos em Curitiba. Para Londrina, assinala Moreno, está prevista a inauguração de um planetário e um observatório em meados do próximo ano.
De acordo com os astrônomos amadores, com apenas um binóculo já é possível iniciar o estudo celeste. ''Basta procurar os grupos de estudo para receber as primeiras instruções'', sugere Moreno. Ele explica que o próprio astrônomo é capaz de construir um telescópio. ''O equipamento não é barato. Um telescópio de porte médio, por exemplo, pode custar até R$ 3 mil'', calcula.
Mesmo com equipamentos supermodernos, os astrônomos mais experientes ainda utilizam o binóculo. ''Muitos iniciantes ficam frustrados quando começam diretamente com o telescópio. O ideal é focalizar o astro com o binóculo e depois ampliá-lo com a lente'', ensina Kaczmarech.
O encontro termina hoje à tarde, com a plenária que irá decidir o local do evento do próximo ano. Os organizadores também irão discutir os temas da oitava edição do Encontro Nacional de Astronomia, que irá ocorrer pela primeira vez no Paraná, em Curitiba, nos próximos dias 12 e 13 de novembro.


