Astrônomo alerta para ressaca no litoral do PR
Da Sucursal
Kraw PenasPrejuízosA última ressaca registrada no litoral do Estado, no ano passado, trouxe prejuízos aos moradores; calçadas inteiras foram destruídas e muitas casas próximas ao mar tiveram sua estrutura abaladaMarés altas e perigosas serão registradas no litoral, durante o próximo final de semana. A afirmação é do doutor em Astronomia, Germano Bruno Afonso, professor no departamento de Física da Universidade Federal do Paraná. Ele garante que, através da astronomia, as ressacas podem ser antecipadas com 100% de precisão. Isto não quer dizer que irá ocorrer uma catástrofe no litoral, mas é bom estar alerta, avisou o professor.
Segundo ele, três fatores são suficientes para que se afirme que haverá um acréscimo de 20% no volume das marés, nos dias 8 e 9. O principal deles seria o fato de haver uma coincidência entre a lua nova e o perigeu - ponto de maior aproximação entre a lua e a Terra, que ocorre uma vez por mês. Os dois fatores influenciam fortemente na subida das marés.
Outras causas responsáveis seriam a proximidade do Outono e a posição da lua e do sol, sobre a linha do Equador. A previsão astronômica não tem falha, porque estes fatores são imutáveis, disse o professor. Ele avisou que a alta nas marés poderá ser mais intensa se as condições meteorológicas contribuírem para isto, através de fortes ventos, por exemplo.
Além da maré alta prevista para este mês, o físico adianta que haverá uma ainda pior, no dia 16 de setembro de 97. Ainda não dá para estipular números, mas as condições astronômicas deste dia mostram que as consequências serão inevitáveis.
Antes de fazer a afirmação, Afonso analisou todos os casos de maré alta registrados no litoral do Paraná, desde 1980, através de dados obtidos junto à Assessoria de Assuntos do Mar do Porto de Paranaguá. Segundo ele, em todos os casos houve coincidência com os fatores astronômicos.
O governo poderia utilizar este método, comprovadamente eficaz, para prevêr as ressacas, mas isto não tem acontecido, afirmou o professor. Meus estudos em Paranaguá foram pagos com recursos próprios. Afonso informou que, nos últimos 17 anos, a pior ressaca ocorreu no dia 17 de agosto de 1993, quando a maré subiu 60 centímetros além da média registrada nas marés altas. Nesta época eu estava na França, me especializando em Astronomia, mas, através dos relatórios do porto, percebemos que teria sido possível antecipar o acontecido, garantiu Afonso.
O professor informou que a distância entre a Terra e a lua, que chega a atingir mais de 405 mil quilômetros, diminui para 357 mil quilômetros nos dias de ressaca.





