Mãe, como o bebê entrou na sua barriga? Pai, por que a vovó morreu? Casais com filhos na infância já devem ter se deparado com perguntas desse tipo ou então ainda mais complicadas de responder. Morte, sexo, mudança, separação são alguns dos assuntos preferidos da criançada que deixam muitos pais novatos de cabelo em pé. Especialistas alertam que mais dia, menos dia, irão passar por isso, ou seja, é inevitável. Diante dessa grande dúvida, o melhor caminho seria ignorar ou dar explicações científicas?
Nem um nem outro, segundo a psicóloga Camila Menezes, mestre em análise do comportamento. Para ela, o ideal é inserir a criança no assunto conforme seu interesse. ''As dúvidas das mais variadas sempre vão surgir. Por isso, os pais devem ficar atentos ao comportamento dos filhos. De uma forma ou de outra, eles vão aprender. Então, o melhor é que a informação venha de uma fonte confiável, neste caso, os pais. Além disso, eles poderão repassar seus valores e crenças à criança'', explica.
Como não há escapatória, o jeito é munir-se de toda a ajuda para passar pelo momento. ''Se não se sente seguro em falar sobre determinadas coisas, o ideal é buscar o auxílio de profissionais e até mesmo livros. Nunca deixe passar, se não a criança vai buscar a informação em outros lugares. O problema é que vai aprender e nem sempre será de maneira adequada.'' A psicóloga comenta que o assunto deve ser tratado da maneira mais natural possível. ''Se os pais passam insegurança, tratam como um assunto aversivo, a criança também vai criando essa relação.''
As conversas, de acordo com Camila, podem surgir numa brincadeira inocente, quando criança diz alguma palavra ou até mesmo durante um programa de televisão ''Nada de marcar uma reunião. Os pais devem saber aproveitar as oportunidades para esclarecer do que se trata e ver o quanto realmente a criança sabe sobre aquilo. É importante também não forçar um assunto se a criança ainda não demonstrou interesse, a não ser que esteja prevendo determinada situação. Dessa forma, pode-se introduzir o assunto de maneira sutil e gradual'', esclarece Camila Menezes, da clínica Psicc.

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