Assumindo o risco
No caso da implantação do Serviço de Verificação de Óbito (SVO), a necropsia dos cadáveres é feita por médicos patologistas. Conforme explicou o patologista Glauco Vian Borba, que já foi chefe do IML de Londrina, o exame mais comum é o macroscópico, que implica em abrir o corpo e examinar órgãos e vísceras.
''Esse exame, associado a informações de familiares, receitas médicas e as circunstâncias da morte, quase sempre permite ao patologista experiente encontrar a causa'', afirmou. Segundo ele, o profissional precisa ter conhecimento sobre o assunto para fazer o diagnóstico sem utilizar o recurso microscópico.
Para o médico, quando o município não tem SVO, os profissionais que atestam mortes de pessoas que não receberam assistência médica acabam assumindo um risco. ''Se a pessoa foi envenenada, por exemplo, é caso de polícia'', destacou, lembrando que a causa da morte também influencia questões como o inventário e a herança.
O diretor da delegacia do Conselho Regional de Medicina (CRM) em Londrina, João Henrique Steffens Junior, lembrou que a necropsia é importante também para os estudantes de Medicina que acompanham determinados casos. ''Sem a verificação do óbito, eles acabam sem confirmar ou não as hipóteses sobre a doença e o tratamento levantadas quando a pessoa estava viva.''(C.A.)





