Associações ficam na informalidade
Dos 400 bairros existentes em Londrina, cerca de 150 têm associações trabalhando na informalidade, por não estarem com a documentação devidamente legalizada. A informação é do diretor do Sindicato dos Contabilistas de Londrina e Região (Sincolon), Marcos Wanderley Marques, que proferiu uma das palestras do 1º Encontro Comunitário do Terceiro Setor na Área Contábil. Marques, que tem MBI em Organização do Terceiro Setor, ensinou os participantes como sair da informalidade, como regularizar a contabilidade e como fazer a prestação de contas aos órgãos públicos, entre outras dicas.
O contabilista lembrou que muitas lideranças acham que para uma associação funcionar basta ter o número do CNPJ. Eles não sabem que, assim como a pessoa física, a pessoa jurídica também tem que prestar contas à Receita Federal. E o problema é que a responsabilidade sempre vai cair sobre o presidente, tanto como pessoa jurídica como pessoa física.
Marques também falou aos participantes sobre a necessidade de registrar doações, as formas corretas de registrar as atas, as maneiras de conseguir recursos públicos, os critérios de pagamento de impostos e os melhores modelos de contrato para ser assinados, por exemplo, com os trabalhadores voluntários. Todo recurso recebido por órgãos públicos tem que ser administrado em conta bancária própria e documentos referentes a estes valores devem ser registrados em contabilidade separada, detalhou.
O contabilista avaliou como muito positiva a parceria entre federações e Sincolon. Todos querem ajuda de empresas e órgãos públicos, mas estes só podem ajudar se as associações estiverem devidamente regularizadas. Nosso único objetivo é ajudá-las a trabalhar legalmente. A outra palestra da noite foi com a doutora em direito Sandra Lopes Barlon Lewis, de Curitiba, que falou sobre os Aspectos Jurídicos do Terceiro Setor. (S.L.)





