Em funcionamento desde 1983, a Associação de Deficientes Físicos de Londrina (Adefil) atualmente está terceirizando o trabalho de 94 filiados para três empresas estatais e tem lista de espera com mais 70 pessoas. O presidente da entidade, Orlando dos Reis, também afirma que a falta de capacitação profissional é um dos principais obstáculos para o portador de deficiência conseguir emprego. Na avaliação dele, além da questão da conclusão da escolaridade, curso de informática também é requisito importante. ''Mas, normalmente, o deficiente é de baixa renda e não consegue preencher esses dois requisitos'', afirmou. Há dois meses, a entidade recebeu doação de seis computadores e deverá disponibilizar até o final do mês curso de informática gratuito para deficientes.
No ''call-center'' de Londrina da Companhia Paranaense de Energia (Copel), 32 dos 92 funcionários são portadores de deficiência. Há cinco anos a empresa terceiriza da Adefil esse serviço. Dentre as exigências para o emprego, estão o segundo grau completo, noções de digitação e boa fluência. ''Está difícil conseguir um funcionário portador de deficiência com esses requisitos. Estamos com uma vaga disponível há algum tempo e ainda não conseguimos preencher'', comentou a coordenadora de atendimento a clientes, Silmara Marcolini.

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