A União Cascavelense da Associação de Moradores (UCAM) protocolou ontem, no Fórum de Cascavel, uma ação civil pública contra o reajuste de 12,8% da tarifa de água e esgoto, feito pela Sanepar no início do mês. O objetivo da ação é obrigar a empresa a retomar os preços antigos ou apresentar justificativas convincentes para o reajuste.

De acordo com a presidente da UCAM, Malvina Mattoso, a Sanepar não apresentou qualquer motivo para reajustar as tarifas de água e esgoto. Ela diz que os lucros da empresa estão sendo elevados nos últimos anos, mas os serviços prestados estão abaixo do esperado. ''Há muito tempo a água fornecida em Cascavel não tem condições de ser consumida. Esperamos que a Justiça tome providências quanto a esse absurdo de reajustar as tarifas.''

Malvina lembra que além desse reajuste, um outro de 5,8% está previsto para ocorrer em março de 2002. Em sua opinião, a empresa deveria realizar melhorias no sistema de abastecimento de água e coleta de esgoto, ao invés de reajustar tarifas. ''Uma empresa que tem uma função social deveria estar mais preocupada em melhorar seu serviço'', afirma.

O vereador Julio César Leme da Silva também esteve no Fórum, e ressaltou que a Sanepar deverá alcançar lucros de R$ 180 milhões este ano. ''Mais uma vez a população de Cascavel está sofrendo uma humilhação sem proporções. Eles não se deram ao trabalho sequer de realizar um estudo para que fosse estipulado um reajuste equilibrado. É mais uma arbitrariedade'', acusou.

A Sanepar alega que o reajuste é indispensável para fazer frente aos investimentos necessários para manter a qualidade dos serviços e atender a ampliação da demanda.

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