Dos cerca de mil médicos que atuam em Londrina, 61% têm curso de especialização, 9% possuem mestrado e 8% terminaram o doutorado. Deles, 46% têm um emprego, 13% trabalham em dois locais, 3% possuem três vínculos empregatícios, e 39% atendem em cooperativas médicas ou clínicas próprias. Quase 56% trabalham entre 9 e 12 horas diárias, 20% trabalham mais de 12 horas, enquanto que os demais 24% trabalham entre 5 e 8 horas por dia.
Estes dados fazem parte de uma pesquisa realizada pelo Instituto Canadá, a pedido da Associação Médica de Londrina (AML), com o objetivo de traçar o perfil do profissional da Medicina na Cidade. Cerca de 80% dos médicos são do sexo masculino. A pesquisa descobriu também que 61,6% deles se graduaram na Universidade Estadual de Londrina (UEL), seguida pela Universidade Federal do Paraná (8,1%) e Universidade de São Paulo (4,5%).
Dos que têm vínculo empregatício, 50,7% trabalham na Santa Casa, 48,5% no Hospital Evangélico, 33,8% no Londrina, e 25% no Hospital Universitário (HU), que pertence à UEL. Grande parte dos médicos está na meia-idade: 34,6% têm entre 31 e 40 anos, enquanto que 40,4% têm entre 41 e 50 anos. As principais áreas de especialização são: pediatria (16,9%), ginecologia e oftalmologia (8,1% cada uma), cardiologia (6,6%) e ortopedia (4,4%).
As universidades preferidas para os cursos de pós-graduação foram: UEL (31,6%), USP (9,6%), Escola Paulista de Medicina (4,5%) e Federal do Paraná (4,5%). Do total de médicos, 87,5% dedicam-se exclusivamente à Medicina. Dos 12,5% que têm outras atividades econômicas, 29,4% são professores, 29,4% dedicam-se à agropecuária e 11,8% ao comércio; os restantes estão diluídos em várias profissões secundárias.
Perto de 80% são filiados à AML. Do ponto de vista econômico, 46,3% consideram satisfatória a profissão, contra 12,5% que a consideram insatisfatória; os demais 41,2% vêem a medicina como pouco satisfatória. Já o grau de satisfação com o exercício profissional sobe para 79,4%, enquanto que apenas 2,2% a consideram insatisfatória; e os outros 18,4% têm na medicina pouca satisfação.
Do total de médicos, 39% trabalham na rede pública estadual, 19,9% na rede municipal e 10% na rede privada de saúde; e os demais não têm vínculo empregatício. Quase 90% dos médicos são cooperados da Unimed de Londrina (cooperativa de serviços médicos e hospitalares).
(Osmani Costa)

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