Associação Shekiná completa um ano e precisa de ajuda
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quinta-feira, 03 de março de 2005
Fábio Galão<br> Reportagem Local 
A solidariedade faz aniversário. A Associação Shekiná (palavra que em hebraico significa ''manifestação da glória de Deus'') de Londrina, um centro de reabilitação para portadores de deficiência física motora, completa em março um ano de atividades. A entidade tem atualmente 70 pacientes cadastrados, crianças e adolescentes, que recebem atendimento gratuito em diversas áreas: ortopedia, pediatria, nutrição, fonoaudiologia, psicologia, fisioterapia, assistência social, enfermagem, capelania, educação física. Recentemente, passou a ser ofertada equoterapia, tratamento de reabilitação com utilização de cavalos.
Segundo o diretor clínico da associação, o ortopedista pediátrico Alexandre Barros Pereira Barbosa, a entidade tem 20 voluntários, cristãos de várias igrejas.
Entre os pacientes, a grande maioria possui paralisia cerebral. Todos sem condições de custear atendimento particular. A associação tem sede num imóvel alugado no Jardim Mediterrâneo (Zona Sul). A estrutura foi montada a partir de doações.
As despesas mensais chegam a R$ 2 mil, e a associação está necessitando de ajuda. ''Estamos buscando parceiros e pensamos em desenvolver um projeto chamado Adote Um Paciente, para que interessados possam colaborar'', afirma Barbosa. ''Também estamos precisando de mais voluntários'', lembra Débora Barros Pereira Barbosa, mãe de Alexandre, capelã e presidente da associação.
Os pacientes e suas famílias colecionam momentos de superação. A dona-de-casa Evelise Aparecida de Souza Spolon relata que seu filho, Geovanne, de 6 anos, portador de paralisia cerebral, teve grande melhora desde que passou a frequentar a associação. ''Antes ele não falava nada e era muito agitado, nervoso. Hoje, ele fala, canta, conversa e está mais calmo e tranquilo. Consegue se concentrar no que está fazendo'', comemora ela.
Daiane Ferreira Lopes, 23 anos, também portadora de paralisia cerebral, vai à associação dois dias por semana. Para isso, sai de Apucarana, onde mora, pega quatro ônibus para chegar em Londrina, é atendida na entidade e ao final da tarde pega outros cinco ônibus para voltar para casa. ''O atendimento é ótimo. Hoje sinto mais facilidade para me locomover e minha fala melhorou muito'', afirma a jovem.
A dona-de-casa Rosalva Aparecida Borges diz que o grande benefício é que seu filho, Thiago, 10 anos, pode fazer vários tratamentos em apenas um lugar. ''Eu não teria condições de pagar atendimento particular'', explica ela. Os interessados em ajudar a entidade podem entrar em contato pelo telefone (43) 3343-4387 ou fazer um depósito na conta corrente 9981-3, agência 2459-7, do banco Bradesco.


