Associação queria aumentar número de policiais
O presidente da Associação dos Comerciantes das Margens das Rodovias do Estado do Paraná, Arlindo Rodrigues, acha que o governo federal se equivocou ao tentar diminuir o número de acidentes das estradas proibindo a venda de bebidas. A medida, segundo ele, pode até se refletir nas estatísticas, mas ''pune severamente'' comerciantes e cidadãos que moram nas proximidades e frequentam os estabelecimentos localizados em trechos urbanos.
''Os governantes não estão cortando o mal pela raiz. O certo seria aumentar drasticamente o número de policiais nas estradas, amedrontando os que costumam dirigir embriagados'', opina. Ele lembra que é comum o motorista percorrer longos trechos sem ser parado sequer uma vez pela polícia rodoviária. ''Só uma fiscalização mais intensa reeducaria os motoristas com maus hábitos.''
Rodrigues conta que é comum receber em seu estabelecimento motoristas de caminhão que vão fazer a última refeição do dia, antes de uma noite de sono, e pedem uma bebida. ''Eu sei que eles não vão pegar estrada nas próximas horas. Mesmo assim tenho que me negar a vender.'' Ele diz ser um dos poucos que estão obedecendo a medida provisória, mas não sabe o que fazer com o estoque de bebida de sua lanchonete. ''Não nos deram tempo de vender o que tínhamos. Tive que cobrir as prateleiras e estou com dois freezers cheios de cerveja. O que vou fazer?''
Rodrigues destaca ainda que os comerciantes das rodovias enfrentaram anos atrás uma queda no faturamento entre 30 e 50%, com a implantação das praças de pedágio. A nova medida provisória, na opinião do comerciante, é mais uma prova da falta de sensibilidade dos governantes. (S. L.)





