A Associação de Preservação da Cultura Cigana pretende realizar um vídeo sobre a história da comunidade. A intenção é repassar a tradição às novas gerações. Da mesma forma, mostrar à sociedade quem são os ciganos e o que eles fazem. ‘‘A nossa cultura está presente no Brasil há 500 anos, quando viemos para cá junto com os degradados mandados por Portugal, na época da Inquisição’’, conta o presidente da entidade, Cláudio Iovanovitchi.
Outra meta da associação é criar formas para que o povo cigano se torne auto-sustentável. Por isso, há um projeto para a construção de uma fábrica de tapetes e cobertores em Fazenda Rio Grande, onde seriam gerados 800 empregos. ‘‘Os tapetes seriam dados às caravanas, que poderiam vendê-los nas cidades por onde passam’’, diz. Também se pretende comprar um área em Curitiba ou na Região Metropolitana para que os ciganos possam pernoitar na cidade.
Segundo Iovanovitchi, os primeiros migrantes de seu povo chegaram fugidos da Inquisição. Eles são de uma das duas ramificações do povo Cigano - os Kaluns. Esses moravam na península ibérica. Mais tarde, após a II Guerra Mundial, chegariam ao Brasil ciganos do ramo dos Rom. ‘‘Existem algumas diferenças entre os dois ramos, porém eles vêm do mesmo tronco’’.
Os ciganos teriam surgido na Pérsia no século 5. Quinhentos anos depois, migraram para a Índia. Mais tarde, no século 14, foram para a Europa, fixando-se inicialmente no leste europeu, especialmente na Romênia.(I.R.)

mockup