Mauricio Della Barba
De Londrina
As rádios comunitárias querem maior agilidade do governo na liberação das concessões. Esta é a principal reivindicação dos representantes da área, que estiveram reunidos no último sábado, no 1º Encontro Norte Paranaense de Rádios e TVs comunitárias. ‘‘No Paraná, das 300 rádios que aguardam a concessão apenas duas conseguiram. Ao mesmo tempo, na Bahia, 15 conseguiram a liberação. A briga é política’’, comenta Reginaldo Marcelino, vice-presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias no Paraná (Abraço-PR).
A lei que instituiu o serviço de rádio comunitária no Brasil foi sancionada em fevereiro de 1998 e até hoje poucas conseguiram obter a liberação de funcionamento. Ao todo, mais de 20 mil rádios no País esperam as concessões para iniciar suas atividades. Na região norte do Paraná, 60 rádios tentam entrar no ar. ‘‘As que fizeram isso sem a liberação foram cassadas’’, diz Marcelino.
Em Londrina, existem três rádios que aguardam a habilitação. A Cincão FM, da região norte da cidade, é a mais antiga na luta. Junto com ela, aparecem a Dinâmica FM, do Jardim Leonor (zona oeste) e a SOL FM, a mais recente, organizada pela Sociedade Organizada e Livre pela Democratização da Informação. ‘‘Precisamos integrar toda a comunidade para pressionar o governo. Os interesses políticos e comerciais são os principais obstáculos que impedem as Rádios Comunitárias de entrar no ar’’, explica a presidente da SOL, Maria Inez Gomes Domingues de Oliveira, que acredita que a sua rádio entre em funcionamento no começo de 2000.
Os representantes de todas as rádios comunitárias do Brasil estão sendo esperados para discutir o assunto em um encontro nacional, que acontece em setembro, em Porto Alegre (RS).

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