Associação pede e AMA garante urbanizar a mata do Luiz de Sá
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de fevereiro de 1997
Cláudio Osti 
Dorico da SilvaIn locoMoradores e diretores da AMA reunidos: por enquanto, projetoOs moradores da zona norte da Cidade estão prestes a ver um sonho realizado: a urbanização da mata que fica numa área de 62 mil metros quadrados no conjunto Luiz de Sá. Pelo menos esta é a promessa feita ontem à tarde aos moradores pelo diretor-técnico da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Mauro Maggi, em uma reunião no bairro. Ele estava acompanhado do diretor-operacional da autarquia, Julio Bittencourt.
Mauro Maggi anunciou que, já na segunda-feira, mais tardar na terça-feira, acompanhado de um biólogo e de um arquiteto da AMA, irá fazer um levantamento no local para iniciar a elaboração de um projeto de urbanização. É preciso deixar claro que a autarquia não tem dinheiro disponível; por isso não pretendemos elaborar um projeto que não possamos realizar, disse Maggi.
Até há alguns anos toda a área era composta de mata nativa. Mas, por causa da depredação, a mata foi reduzida pela metade. Mesmo assim ainda é possível encontrar árvores como pau dálho, peroba e figueira, que convivem com entulho e toda sorte de lixo jogado no local por moradores menos educados.
O presidente da Associação dos Moradores do Conjunto Luiz de Sá, Alfeu Cruz de Góes, ficou satisfeito com o que ouviu do diretor da AMA. Essa é uma reivindicação antiga de toda a nossa região. Nós somos mais de 120 mil pessoas aqui nos Cinco Conjuntos e não temos qualquer área de lazer. Queremos que a prefeitura construa uma pista de cooper e instale iluminação, afirmou Alfeu Góes. Desta forma, as pessoas dos bairros vão passar a frequentar o local e nos ajudar a cuidar desta área que é nossa mas que está abandonada.
A urbanização da mata é, também, conforme o presidente da Associação de Moradores, uma questão de segurança. Ele comenta que muitos pais têm medo de deixar os filhos passarem próximos à mata. Isso por causa dos rumores de que o local é frequentado por marginais para fumar crack e consumir outros tipos de drogas. Nós sabemos que a Prefeitura está sem dinheiro, mas é uma obra que não deve custar muito e vai beneficiar milhares de pessoas, justifica Alfeu Cruz de Góes.
O diretor da Escola Estadual Lauro Gomes, que fica ao lado da mata, disse que o ideal seria a transformação do local num bosque, com iluminação e cercas em volta. O diretor-técnico da AMA, Mauro Maggi, ouviu todas as sugestões e adiantou que irá procurar as demais secretarias da Prefeitura para agilizar os trabalhos. Disse ainda que pretende buscar recursos junto à iniciativa privada.
Como demonstração de que a intenção de resolver o problema dos moradores é séria, o diretor-operacional da autarquia, Julio Bittencourt, disse que a partir do dia 23 será feito um mutirão para limpar a área. Também serão destacados dois funcionários da AMA para trabalhar no local, cuidando da preservação da mata e impedindo que ela seja usada por alguns moradores como depósito de lixo.


