Maria José da Silva Dias, 45 anos, não pode andar por causa de uma deficiência física. E seu marido, o mecânico de bicicletas Mário Roque Dias, 75, ficou inválido há um ano, após sofrer um série de derrames. Não é difícil imaginar a dificuldade do casal para deslocar-se a um fisioterapeuta ou ao posto de Saúde. Maria e Mário fazem parte do grupo de 272 moradores do Jardim Santiago que pedem a volta da kombi da Associação de Moradores. O veículo foi devolvido ao governo estadual em janeiro.
Maria diz que, sem o veículo, nota como faz falta o apoio no transporte. ''Complicou, ficamos dependendo de parentes e conhecidos para tudo'', lamenta. O veículo foi recebido em julho de 2002 do Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp). Era usado pela associação para levar parturientes e pacientes com deficiência física a hospitais ou clínicas.
Segundo o presidente da associação, Custódio Rodrigues Amaral, a kombi era uma antiga reivindicação atendida ano passado. ''Ainda estamos lutando para tê-la de volta, mas está difícil'', reconhece.
A kombi foi um das recolhidas pelo Iasp no início do ano, devido a suspeitas de irregularidades no seu uso. O diretor do Iasp, Carlos Alberto Lima, diz que os veículos só poderiam ser usados para o transporte de crianças e adolescentes em situações emergenciais. ''Houve um desvio de finalidade'', frisa. Além disso, também teriam sido disponibilizados em período não permitido pela lei eleitoral. Segundo ele, o governo continua analisando o caso.

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