Horticultor desde pequeno, Sergio Fumihiko Adaniya, 40, seguiu os passos do pai e hoje toca uma propriedade de 10 hectares no distrito da Warta, Zona Norte de Londrina, onde produz frutas e verduras. As mercadorias são entregues em supermercados e nas Centrais de Abastecimento (Ceasa) da cidade. Adaniya conta ainda com uma barraca na feira do produtor, da qual é coordenador.
Ele explica que criou a Associação da Feira do Produtor de Londrina (Afeprol) para unir os agricultores familiares na divulgação dos produtos. Hoje, a Associação reúne apenas os 52 produtores da feira que ocorre no Centro, em frente ao Museu Histórico. ''Outra feira do produtor acontece na Saul Elkind (Zona Norte), também aos domingos, mas os produtores de lá não são associados'', informa.
Para participar da feira do produtor é preciso ser agricultor ou fabricar produtos caseiros, morar em Londrina ou nos distritos. ''A prioridade é gerar emprego no município'', esclarece Adanyia. Além das barracas de verduras, legumes e frutas, a feira conta com quatro barracas de artesanato, duas barracas com comidas típicas japonesas, seis barracas de comidas e bebidas artesanais, entre vinhos, licores, massas, bolos, pães e doces em geral e duas barracas que vendem alimentos processados em agroindústrias familiares, como queijos, salames e presuntos.
De acordo com Sergio Adaniya, a rotatividade das famílias que integram a feira do produtor é grande, ''principalmente porque muitos vão tentar a vida fora do País''. Mesmo assim, sempre tem produtor querendo participar. ''No começo, a feira contava com mais de 200 produtores, mas naquela época não tinha sacolão nem dia do produtor nos supermercados. Muitos horticultores conseguiram conquistar esses novos mercados a partir da feira do produtor e hoje podem aproveitar o domingo para descansar com a família.'' (M.G.)

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