Associação esbarra no medo de represálias
Associação esbarra
no medo de represálias
Luka Morais
Inconformado com o assassinato de uma irmã, o assessor parlamentar Antonio José Santiago, 45 anos, lançou, em 1994, a Associação Londrinense de Parentes de Vítimas de Crimes Insolúveis. A entidade teve vida curta. A princípio nos reunimos com oito a 10 pessoas, mas aí a família dessas pessoas começou a fazer pressão para que elas desistissem da idéia, conta.
Santiago diz que os parentes das vítimas temem represálias, já que os autores dos crimes não foram condenados e estão soltos. As pessoas são desencorajadas pelo medo. A impunidade gera essa situação. Mas Santiago diz que não desistiu da idéia da associação e, se encontrar pessoas dispostas, pretende lutar pela criação de uma delegacia especial que apure os crimes que até hoje não foram elucidados.
Com o passar do tempo, comenta Santiago, as pessoas acabam se conformando com o crime. Acham que a discussão não vai trazer a pessoa de volta. Santiago não pensa assim. Entende que, se as autoridades fossem cobradas, pressionadas por uma entidade, procurariam dar respostas, buscando a solucão para os crimes. Sem que lute por isso, os casos acabam engavetados, diz. É o caso do inquérito que apura a morte de sua irmã, Maria Neusa, assassinada em 1994, e que acabou arquivado.
Serviço - Interessados em participar da associação devem entrar em contato com Santiago pelo fone (043) 326-1723.





