Ao contrário dos moradores do Jardim Shangri-lá A, a maioria das pessoas que vivem no vizinho Shangri-lá B é contra o fechamento das vielas. Um abaixo-assinado feito com o intuito de barrar a comercialização das áreas já conta com cerca de 400 nomes. Para eles, o impedimento vai dificultar o dia-a-dia do bairro. Até outdoors com mensagem contra a iniciativa foram colocados na cidade.
  O presidente da associação de moradores, Lidimar José Araújo, destacou que a medida pode trazer conseqüências indesejáveis inclusive para o comércio do bairro. ‘‘Os mercados sofrem um sério risco de diminuir o quadro de funcionários já que os clientes vão preferir fazer compras na Vila Nova’’, advertiu.
  A hipótese é confirmada pelo aposentado Antonio Aliberti, 73 anos, proprietário do prédio de um mercado na Rua Darcírio Egger. Para ele, as vielas do bairro estão bem cuidadas e o risco de assaltos não é tão grande. ‘‘Necessitamos dessas vielas. Os vizinhos cuidam, zelam por esses espaços. Aqui a questão de segurança também não é problema porque não há muitos assaltos’’, opinou.
  Para a dona de casa Dalva Barbosa Guimarães, 56, os dois bairros devem ter tratamento diferenciado. Segundo ela, os moradores do Shangri-lá A têm maior poder aquisitivo e a maioria possui carro. ‘‘Para eles não faz diferença, já que podem pegar o carro e ir até a Rio Branco ou a Tiradentes. Mas quem anda a pé precisa das vielas’’, destacou.

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