Associação dos Ostomizados
do PR reivindica sede própria
De CuritibaA Associação Paranaense dos Ostomizados (APO), que completou 11 anos dia 20 de janeiro, está tentando junto ao governo, Prefeitura de Curitiba e empresários a doação de uma sede para a entidade. Durante todos estes anos, as reuniões têm sido realizadas em locais emprestados. A intenção, agora, é obter uma sede própria, capaz de abrigar cursos de qualificação, aulas de artesanato e reuniões para debates que, além de ajudar os associados a aumentarem a renda familiar, consigam reduzir o estigma da doença existente entre os próprios atingidos.
A associação tem sete núcleos nas principais cidades do Estado, onde há cerca de 5 mil ostomizados. Só em Curitiba, a APO já recadastrou 1,1 mil pessoas. Mas a Sociedade Brasileira de Ostomizados calcula que existam aproximadamente 50 mil no País.
Ostomizados são pessoas que tiveram que tirar alguma parte da bexiga ou do intestino. Para poder eliminar as fezes e urina, são obrigados a portar uma bolsa coletora externa, que recebe os dejetos desviados por uma canal, através de uma abertura no corpo, chamada de ostoma. A causa mais comum para uma pessoa se submeter a uma cirurgia de ostomia é câncer de reto, do intestino grosso e da bexiga, além de facada, tiro e perfuração acidental.
A maior dificuldade, de acordo com a presidente da APO, Maria Madalena Tragante, é a aceitação do fato pelo próprio ostomizado, que rejeita sua nova situação e a esconde do resto do mundo.
Atualmente as bolsas são distribuídas gratuitamente pelos municípios, embora alguns não cumpram esta função. ‘‘É por isso que precisamos criar mais núcleos da associação’’, diz. A APO também fornece sonda e coletores de perna para quem necessitar. A entidade vive de doações, bazares e bingos, além de um convênio de R$ 300,00 com a Prefeitura de Curitiba, o qual encerrou em novembro. A luta, agora, é pela renovação do convênio, além da abertura da sede própria.
A maioria dos ostomizados é carente e não conta com o apoio da família. Seus associados vão desde crianças com três meses a idosos. Madalena aproveita para chamar os interessados em ajudar e os ostomizados que ainda não estão na associação a participarem. A APO atende de segunda a sexta, das 14 às 17 horas, na Rua do Rosário, 144, onde conta com o serviço voluntário de enfermagem, serviço social e psicologia. Nas últimas quintas-feiras de cada mês é feita assembléia geral aberta a todos, em sede cedida pelo SUS, na Avenida Marechal Floriano Peixoto, 250. Quem quiser colaborar com a associação também pode fazer doação no banco HSBC, agência 0054, conta corrente 6362583. (M.G.)

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