Associação deve pagar prêmios de Telebingão
A Associação dos Funcionários do Banestado poderá ser obrigada a pagar os prêmios sorteados pelo Telebingão Milionário e que não foram entregues aos ganhadores. O total do calote pode atingir R$ 400 mil. O empresário Luiz Batista, proprietário da empresa Olho Vivo, que explorava os bingos pela televisão, assinou contrato com a associação em abril de 1997, durante a gestão do atual presidente Walter Senhorinho. Ontem à noite, a diretoria se reuniu para discutir o assunto.
Além da associação, a Fundação Banestado também foi enganada por Luiz Batista. Ele alugou um imóvel pertencente à fundação e agora está sendo cobrado por dois meses de aluguel no valor de R$ 10 mil, além de ter recebido ordem de despejo. Walter Senhorinho, apontado por alguns associados como responsável pelo prejuízo provocado à entidade, informou através da sua assessoria que não falaria à imprensa até que tivesse um parecer jurídico sobre o caso.
A situação do presidente pode tomar um rumo a partir de hoje, quando se reúnem em Curitiba representantes do Ministério Público, da Serlopar (Serviços de Loterais do Paraná), das Delegacias de Proteção ao Consumidor; de Estelionato; e de Crime Contra a Administração, além do Procon e da Associação Banestado.
Segundo a Serlopar, o empresário Luiz Batista e sua mulher Gercy Maria Pavesi foram proibidos de promover bingos e outras produções artísticas em um período de cinco anos. Fizemos isso quando surgiram os primeiros problemas com ganhadores que não receberam os prêmios, disse a diretora técnica Elis Lean Ravache. Essa proibição foi aplicada em dezembro do ano passado, durante a gestão de Miltom Trem. O ex-presidente não foi encontrado para falar a respeito do caso.
A reunião de hoje pretende centralizar as ações para solucionar o problema dos golpes. Segundo a Serlopar, as queixas estavam dispersas e isso tornou-se um dos maiores obstáculos para as investigações.





