A Associação dos Vendedores de Produtos Nacionais e Importados da Rocha Pombo promete funcionar como uma central fiscalizadora para impedir a instalação de novas barracas de ambulantes nas ruas das imediações do Terminal Urbano. ‘‘Quem fizer isto será denunciado imediatamente. Ficaremos ainda mais atento com a proximidade do final de ano, quando o número de camelôs cresce 150%’’, diz Manoel Barbosa Freire, 39 anos.
De manhã a entidade, atendendo solicitação da CMTU, orientou seus filiados a não instalar as barracas nas calçadas. Eles foram até a Concha Acústica, na área central, para acompanhar o sorteio das 200 vagas do camelódromo da Rocha Pombo. Poucos, no entanto, foram trabalhar à tarde.
A entidade mostrou habilidade na negociação do impasse e organização na transferência. O vice-presidente da associação, Rogério Gonzales, chegou a visitar outras cidades paranaenses que contam com praças centrais tomadas pelos ambulantes.
‘‘Teremos 200 fiscais de fato, além da vantagem de podermos comparar nosso cadastro com o cadastro deles. Sabemos quem merece ou não um ponto de venda. Zeramos o problemas, agora temos que manter as calçadas livres’’, disse Gustavo Santos, presidente da CMTU.
O camelódromo na Rocha Pombo pode ser ainda mais favorável à CMTU. O órgão pode ganhar tempo na busca por um local que abrigue o segundo camelódromo oficial da cidade, antiga reinvindicação dos ambulantes. A Folha apurou que dois pontos estão sendo cogitados. O primeiro, coberto, é um barracão desativado de uma indústria de confecção e o outro e o estacionamento de um antigo hotel também desativado. (L.F.M.)