Além do documento entregue quinta-feira ao governador Jaime Lerner, outro foi encaminhado pela Associação das Esposas dos Policiais Militares para o comandante do 5º Batalhão da PM de Londrina, Marino Burille. As reivindicações têm o mesmo fim: a melhoria das condições de trabalho, mas referem-se a questões internas da corporação.
Segundo a presidente da AEPM, Maria da Conceição dos Santos, um dos principais problemas tem sido as escalas extras. Ela afirma que está havendo desvantagem na distribuição das escalas. ‘‘Algumas pessoas estão sendo beneficiadas, fazendo menos escalas extras. São horas trabalhadas, na segurança de shows e eventos ou em ações contra rebeliões e assaltos, e que eles não recebem.’’
Além disso, ela conta que os PMs são obrigados a pagar o conserto das viaturas que quebram. ‘‘Eles já ganham pouco e ainda têm que pagar o estrago das viaturas. Isso desanima’’, afirma Maria da Conceição. Entre outras solicitações está o fim dessa penalização.
O comandante do 5º BPM informa que está estudando as reivindicações. Ele explica que as escalas extras preenchem as horas não trabalhadas. ‘‘A carga horária do PM é de 44 horas semanais. Balanceamos então as horas trabalhadas com as escalas para preencher a carga horária’’, diz Burille. Ele nega que haja diferenciação na distribuição da escala.
Burille nega também que os PMs tenham que pagar pelas viaturas quebradas. Ele afirma que existem instruções de trabalho para que haja cuidado com o material de trabalho. ‘‘Nunca cobramos de PM algum, apenas pedimos cuidado.’’
O comandante diz que está estudando mudanças na escala de horas extras e a possibilidade de viabilizar as outras reivindicações.

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