Primeiro de Maio Com dívidas que passam dos R$ 8 mil, a Associação dos Estudantes de Primeiro de Maio (61 km ao norte de Londrina) decidiu encerrar suas atividades. Criada em 2000 com o propósito de viabilizar o transporte de estudantes universitários, a entidade não conseguiu assimilar a concorrência com o mercado de vans. Para saldar seus débitos e restituir o investimentos dos associados, a entidade colocou um ônibus e o que resta de seu patrimônio à venda. ''Só assim teremos condições de pagar nossas dívidas'', afirmou o estudante de administração Tiago Pereira de Lima, 19 anos, presidente da associação.
Os problemas se agravaram após dois acidentes registrados no curto período de dois meses. O primeiro, no final de 2003, causou danos irreversíveis no veículo. Já no segundo, no início de 2004, houve a possibilidade de recuperação. ''Conseguimos consertar o segundo ônibus, mas começamos enfrentar muitos problemas com a concorrência das vans, que tinham condições de oferecer um preço mais baixo'', relatou Lima. Segundo ele, os estudantes foram trocando de serviço aos poucos.
As dívidas foram aumentando. A associação deve até hoje a um posto de combustível da cidade. Há também débitos com honorários contábeis e advocatícios, além de dívida trabalhista e com o INSS. ''Chegamos em uma situação que não tem mais volta. Tivemos que negociar uma ação trabalhista com o antigo motorista porque não tinhamos condições de pagar o que foi pedido'', completou o estudante.
A entidade está convocando os estudantes que compraram as cotas da associação a confirmar sua condição de sócio ou entregar uma declaração de desistência dos direitos. ''Estamos cobrando uma taxa de atualização dos associados mais antigos, que deixaram de pagar a mensalidade nos últimos anos. Quem tiver interesse em receber o rateio da venda dos bens, precisa atualizar o cadastro de sócios'', explicou.
Com a venda do ônibus um Mercedez Bens, ano 1982, com capacidade para 40 passageiros o presidente esperar conseguir cerca de R$ 20 mil. Os outros bens da associação computador, impressora, armários e outros móveis devem rendar mais R$ 2 mil. ''Com esse dinheiro vamos pagar as contas e repartir o que sobrar entre os associados''. Segundo o presidente, cerca de 100 estudantes estão cadastrados.

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