Fundada em março de 1984, a Associação de Diabéticos do Estado do Paraná (Adep) está passando por um período de renovação que visa ampliar o atendimento já prestado aos diabéticos da cidade e região. A instituição já realiza, em sua sede, o teste de glicose e presta orientação individualizada sobre a patologia. A partir de agora, também terá à disposição dos associados não só produtos (de diagnóstico e de controle) e medicamentos relacionados ao tratamento do diabetes, como outros remédios, utilizados em doenças correlatas, para venda a preço de custo.
Como conta Ana Paula Bueno, enfermeira padrão que preside a entidade há três gestões, ''a Adep pretende atuar de forma mais intensiva no apoio ao diabético, formando grupos de convivência e orientação entre os associados e implantando nos próximos meses um ambulatório, que reunirá profissionais das mais diversas áreas, como pediatria, cardiologia, gastroenterologia, nutrição, serviço social, psicologia e recreação, entre outras''. Serão três grupos de 15 pessoas cada, divididos por faixa etária crianças, jovens e adultos , totalizando 45 participantes por mês e 530 por ano.
Em paralelo, a equipe da Adep continuará oferecendo cursos, palestras e campanhas sobre o assunto, além de se dispor a ir até a empresas e associações para realizar o teste de glicemia, que detecta a ocorrência de diabetes. A preocupação se justifica, uma vez que, de acordo com dados fornecidos pelo HC, existem em Londrina 30 mil casos registrados de diabetes, e o tratamento, que implica em controle continuado, é muito caro, não tendo a rede pública, de acordo com Ana Paula, ''as condições ideais para prestar o atendimento mais adequado''.
A falta de informação sobre a doença é um problema adicional, já que o diabetes atinge não só idosos, como comumente se acredita, mas crianças, adolescente e adultos em idade produtiva. Estima-se que, no Brasil, cheguem a 100 mil os casos de diabetes em crianças e jovens até 15 anos de idade. A patologia é a sexta principal causa de morte, no País, respondendo por cerca de 5 mil óbitos por ano.

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