Associação critica obras na BR-277
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sexta-feira, 03 de abril de 1998
Paulo Pegoraro 
Edson MazzettoServiçosObras num dos postos de pedágio na BR-277, a 20 quilômetros de Cascavel (sentido Curitiba) As melhorias que estão sendo executadas na BR-277 e que deverão ficar prontas para o início da cobrança de pedágio, são apenas maquiagem. A crítica foi feita pela Coordenadoria das Associações Comerciais e Industriais do Oeste do Paraná (Caciopar), que representa 45 associações, em documento encaminhado ao secretário dos transportes, Heinz Herwig. A Caciopar e outras entidades da região há anos reivindicavam a duplicação de trechos da rodovia e contestam a cobrança de pedágio sem que a obra tenha sido feita.
O que era para ser uma operação plástica virou maquiagem, diz o presidente da Caciopar, Valmor Lemainski, de Cascavel, referindo-se ao projeto Anel de Integração do Governo do Estado. Mais de 2 mil quilômetros de rodovias estaduais e federais estão em obras, por meio de concessões a empresas privadas que vão explorar as praças de pedágio a partir de maio.
O presidente da Caciopar afirma que as obras que estão sendo executadas são de baixa qualidade, tanto na pista quanto em acostamentos. Diretores do consórcio Rodovia das Cataratas, que ganhou a concorrência para o trecho da BR-277 entre Guarapuava e Foz do Iguaçu, asseguram que a rodovia será de Primeiro Mundo contando com serviços de telefonia, equipes de socorro a carros com defeito ou acidentados e plantão médico de emergência.
O consórcio, formado pelo Banco Bandeirantes e construtoras Sevilla, DM e Momento, deve iniciar a duplicação do trecho de 118 quilômetros entre Cascavel e Santa Terezinha de Itaipu nos próximos meses, mas a previsão de conclusão é para 7 anos.
De Santa Terezinha de Itaipu a Foz do Iguaçu (22 quilômetros) a duplicação está praticamente concluída. Para o trecho entre Cascavel e Guarapuava (250 quilômetros) não há qualquer previsão. O contrato do Estado com o consórcio tem prazo de 24 anos.
É absolutamente inexplicável cobrar pedágio em pista simples, argumenta Valmor Lemainski. Serão instalados 10 postos de cobrança entre Foz do Iguaçu e Curitiba. Cada posto deverá cobrar de R$ 1,90 a R$ 3,80 para diversos tipos de veículos (os caminhões pagarão por eixo). Em outros países, o custo médio é de US$ 1,00 mas o motorista trafega em auto-estradas amplas e extremamente seguras, diz Lemainski. Segundo cálculo de transportadores ouvidos pela Caciopar, o custo do transporte de cargas poderá encarecer até 30%.


