Marcos Zanatta
A Associação dos Advogados de Maringá (AAM), reativada em agosto do ano passado, montou o primeiro escritório compartilhado do Estado, que vai oferecer estrutura a todos os profissionais da cidade. Criada em 1954, a entidade ficou desativada por mais de 10 anos. No ano passado um grupo de advogados retomou a associação, com a proposta de unir a classe e montar uma estrutura de apoio aos novos profissionais.
O advogado Paulo Kimura, presidente da AAM, disse que as condições de trabalho no setor mudaram nos últimos anos e a intenção da entidade é de garantir a atualização dos profissionais. ‘‘Queremos mudar o conceito individualista dos advogados, promovendo a troca de informações e oferecendo uma estrutura adequada para os associados’’. Segundo ele, hoje a maior parte dos novos advogados vem de classes mais baixas da sociedade e muitas vezes não têm condições de montar um escritório com o mínimo necessário.
Através do escritório compartilhado, a intenção da entidade é de formar uma biblioteca atualizada, com banco de dados onde os advogados encontrem as últimas mudanças na legislação, além de promoção de palestras e encontros para a troca de experiências. ‘‘Antes uma coleção de livros sobre determinado assunto poderia servir o profissional por muitos anos, o que não ocorre hoje com a mudança constante das leis.’’
Ele disse ainda que o ganho dos profissionais não acompanhou a evolução dos preços de livros e publicações. Muitos advogados, continua Kimura, não têm a quem recorrer para fazer petições e contratos e acabam utilizando modelos inadequados. ‘‘Vamos ter no escritório da AAM modelos de documentos de acordo com a necessidade de cada causa.’’ Dos mais de mil advogados de Maringá, apenas 120 fazem parte da entidade. Mas a proposta é de agrupar o maior número possível de profissionais.

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