Associação confirma que taxista teria entrado de gaiato
A Associação Rádio Táxi Curitiba confirmou, no final da tarde, a versão do taxista Amilton Ferreira, que alegou não ter nenhuma participação em tráfico de drogas. A telefonista Adriana Domingos revelou que Ferreira foi acionado para apanhar os passageiros na Rua Eduardo Pinho da Rocha, número 28, na Vila Osternack, por volta das 12 horas. De lá foi à Rua M, na Vila Santa Joana. Infelizmente eu estava trabalhando e caí nessa armadilha. A gente não sabe que tipo de pessoa leva, disse o taxista.
O que complica a vida de Ferreira é que a prisão aconteceu por volta das 15h30, quase quatro horas depois, e o fato de não ter parado quando era perseguido pela polícia. Não vi que era a polícia, afirmou o taxista. Ele não era seguido por um viatura comum, mas por dois policiais à paisana em um carro descaracterizado.
Para o tempo gasto em uma única corrida, Antônio Jorge Jesus, diretor de segurança dos Mercados Roni - de propriedade do tio de Ferreira, Amalvo Teodorico - teria a explicação. Os passageiros pediram para ele esperar, porque teriam outra corrida depois e ele esperou, disse Antônio. Ele (Ferreira) é matuto. Veio do interior há quatro meses e não tem malandragem. Os caras mandaram ele correr, ele não soube o que fazer e correu, acredita.
Amalvo Teodorico, 40 anos, que é dono do táxi e foi à sala da PM logo após a prisão, também não acredita que o sobrinho esteja envolvido no caso. Tentando defender Ferreira, Teodorico argumentou aos soldados que vida de taxista é difícil. O que fazer numa hora daquelas?, perguntou. (J.A.)





